quarta-feira, 21 de julho de 2010

Ser professor

Achei esse vídeo sensacional para compartilhar com todos os que adquiriram o sonho de se tornarem Educadores!

Grande abraço

Perfil do Empreendedor

Autor: Anatoli Geraldo Ambrósio

A maioria dos textos, resenhas e resumos que leio começam com uma frase rebuscada quase caricata e para este caso não poderia ser diferente, então vamos à pérola acadêmica:

“Qual o perfil ideal de um empreendedor?”

Se tentarmos responder tal pergunta cairemos nas famosas receitas de sucesso que só funcionam com os outros.

Antes de sabermos mais sobre o perfil ideal do empreendedor, é necessário primeiramente definir o Empreendedor.

- O empreendedor é aquele que luta e corre atrás de seus sonhos, (outra frase pré-elaborada), mas estudando melhor vemos que o empreendedor não está ligado ao verbo “ser” e sim ao verbo “estar”.

Qual a importância de se falar em alto e bom tom: “eu sou empreendedor”, e ficar vendo a grama crescer?
Estar empreendedor é um processo contínuo, é pura ebulição!
Este processo começa quando nos olhamos no espelho da vida e identificamos nossos pontos fortes, as oportunidade de desenvolvimento e nos sentimos preparados para os “feedbacks”, mesmo que estes sejam leves puxões de orelha.

Estar empreendedor é encarar desafios.

Lembra da frase feita: “o céu é o limite!”?
Estar neste processo é ter o céu como limite, porém, saber que para chegar neste céu há uma longa caminhada que está ligada aos passos dados no dia a dia.

Para iniciar tal caminhada, o Empreendedor deve libertar-se de todos os vícios mentais como o medo, a insegurança, e principalmente exorcizar o nosso Macunaíma interno. “Ai que preguiça!” é uma frase inexistente ao Empreendedor.

Buscar exemplos no passado é algo comum pois a História sempre coroa os vencedores.
Mas o processo histórico é construído no presente e reconhecido no futuro.
Encontrar empreendedores de sucesso no passado é algo simples.
O complexo é localizar tais vencedores no presente.

Um nome que está passando desapercebido dos estudantes de Administração, bem como dos futuros empreendedores é o nome de Constantino Junior.

É muito provável que a grande maioria dos estudantes já tenham ouvido este nome, mas dificilmente saberão dizer a importância do seu papel no Empreendedorismo brasileiro.
Na revista Veja do dia 09/04/07, este empreendedor, Presidente da companhia aérea Gol, nos mostra através de breves comentários como chegou ao sucesso. (e esse não era o objetivo da entrevista!)

Quando perguntado qual o elixir do sucesso, Constantino fala:

- “uma conjunção de fatores, a Gol foi criada com o objetivo de quebrar paradigmas, nós tivemos a coragem de sonhar e apostar, e nesse processo encontramos as pessoas certas para fazerem isso”.
Neste comentário encontramos: a busca pela oportunidade, a capacidade de estabelecer metas acessíveis, a coleta de informações, persuasão e uma rede de contatos, e muita persistência.

No decorrer da entrevista, Constantino acrescenta:
- “Nós aparecemos no momento certo em que existia espaço no mercado, queríamos trazer algo, um novo modelo de negócios para o Brasil”. Oportunidade e iniciativa são fundamentais. Não é necessário reinventar a roda, o que é importante é adaptar a roda ao terreno a ser trilhado.

Indagado sobre a compra da Varig, o presidente da Gol foi sábio:
- “Muitas vezes as melhores oportunidades não aparecem nos melhores momentos”.

Um empreendedor sem a busca de oportunidades está fadado ao insucesso.
Como acadêmico, vejo o exemplo de Constantino Junior e tenho total certeza que movido pelo desafio, ele se consolidou como Empreendedor de sucesso, e apresenta o case de maior sucesso na administração brasileira.
Tantos fatores e comentários nos mostram que “estar” empreendedor é algo complicado, e com certeza é!
Mas o que diferencia os pobres mortais dos Empreendedores
é a capacidade de ousar conscientemente e executar seus objetivos de forma eficaz.

AS CINCO LIÇÕES DE OURO DE UM LÍDER

É meio velhinha, mas vale a pena compartilhar!

Lição Nº 1 - Informação
Um homem está entrando no chuveiro enquanto sua mulher acaba de sair e está se enxugando. A campainha da porta toca. Depois de alguns segundos de discussão para ver quem iria atender a porta a mulher desiste se enrola na toalha e desce as escadas.
Quando ela abre a porta, vê o vizinho Bob em pé na soleira. Antes que ela possa dizer qualquer coisa,Bob diz: "Eu lhe dou 800 dólares se você deixar cair esta toalha."
Depois de pensar por alguns segundos, a mulher deixa a toalha cair e fica nua. Bob então entrega a ela os 800 dólares prometidos e vai embora.
Confusa, mas excitada com sua sorte, a mulher se enrola de novo na toalha e volta para o quarto. Quando ela entra no quarto, o marido grita do chuveiro:
"Quem era?" - "Era o Bob, o vizinho da casa ao lado." - diz ela.
"Ótimo! Ele lhe deu os 800 dólares que ele estava me devendo?"
Moral da história: Se você compartilha informações a tempo você pode prevenir exposições desnecessárias!!!

Lição Nº 2 - Timing
Dois funcionários e o gerente de uma empresa saem para almoçar e na rua encontram uma antiga lâmpada a óleo. Eles esfregam a lâmpada e de dentro dela sai um gênio.
O gênio diz:
"Eu só posso conceder três desejos, então, concederei um a cada um de vocês". "Eu primeiro, eu primeiro." grita um dos funcionários.
"Eu quero estar nas Bahamas dirigindo um barco, sem ter nenhuma preocupação na vida!" Puf! E ele se foi. O outro funcionário se apressa a fazer o seu pedido:
" Eu quero estar no Havaí, com o amor da minha vida e um provimento interminável de pinas coladas!" Puf e ele se foi.
"Agora você" diz o gênio para o gerente.
"Eu quero aqueles dois de volta ao escritório logo depois do almoço." –diz o gerente.
Moral da História: Deixe sempre o seu chefe falar primeiro.

Lição Nº 3 - O perigo da zona de conforto
Um corvo está sentado numa árvore o dia inteiro sem fazer nada. Um pequeno coelho vê o corvo e pergunta:
"Eu posso sentar como você e não fazer nada o dia inteiro?" O corvo responde:
"Claro, porque não?" O coelho senta no chão embaixo da árvore e relaxa.
De repente uma raposa aparece e come o coelho.
Moral da História: Para ficar sentado sem fazer nada, você deve estar sentado bem no alto.

Lição Nº 4 - Motivação
Na África todas as manhãs uma gazela acordava sabendo que ela deveria conseguir correr mais do que o leão se quisesse se manter viva. Todas as manhãs o leão acordava sabendo que deveria correr mais do que a gazela se não quisesse morrer de fome.
Moral da História: Não faz diferença se você é gazela ou leão, quando o sol nascer você deve começar a correr, sempre.

Lição Nº 5 - Criatividade

Um fazendeiro resolve colher algumas frutas em sua propriedade, pega um balde vazio e segue rumo às árvores frutíferas. No caminho ao passar por uma lagoa, ouve vozes femininas que provavelmente invadiram suas terras. Ao se aproximar lentamente, observa várias garotas nuas se banhando na lagoa, quando elas percebem a sua presença, nadam até a parte mais profunda da lagoa e gritam:
- Nós não vamos sair daqui enquanto você não deixar de nos espiar e for embora.
O fazendeiro responde:
- Eu não vim aqui para espiar vocês, eu só vim alimentar os jacarés!
Moral da História: A criatividade é o que faz a diferença na hora de atingirmos nossos objetivos.

Será que vale a pena?

por Professor Marins
Duvido que esta pergunta não tenha assaltado a mente de todos os brasileiros nestes tempos de turbulência moral.

Será que vale a pena?
São tantos os “será que vale a pena?” que nos perguntamos que se formos fundo em sua análise podemos até cair em profunda depressão.

Aqui vão algumas dessas perguntas:

1. Será que vale a pena ser honesto?

2. Será que vale a pena ser ético?

3. Será que vale a pena ser justo?

4. Será que vale a pena ser fiel?

5. Será que vale a pena ser paciente?

6. Será que vale a pena ser humilde?

7. Será que vale a pena ser correto?

8. Será que vale a pena falar a verdade?

9. Será que vale a pena ensinar nossos filhos os valores morais tradicionais?

10. Será que vale a pena estudar?

11. Será que vale a pena trabalhar tanto?

12. Será que vale a pena ler jornais, ouvir e ver notícias no rádio e na TV?

13. Será que vale a pena não ser um alienado?

14. Será que vale a pena... ?

E tenho certeza que o leitor completará esta lista com mais uns dez “será que vale a pena?”
Mas será que vale a pena completar esta lista, ou mesmo continuar lendo este artigo ou mesmo ler alguma coisa?

Nestes tempos de turbulência moral ficamos todos um pouco mais filósofos porque ficamos enojados de tanta lama e sentimos, como seres humanos, uma enorme falta de alguma coisa mais elevada, mais decente, menos nojenta para encher o nosso espírito e a nossa alma.
Talvez esteja aqui um benefício a ser visto pelos que ainda tentam acreditar numa possível grandeza do espírito humano.

Os grandes filósofos surgiram em épocas de grande turbulência histórica, de Sócrates a Sartre, de Epicuro a Kant, todos questionaram as mazelas do tempo em que viviam.
A verdade, porém é que ao chegar de um dia estafante de trabalho e assistir aos “não vi nada”, “não sei de nada”, “nunca estive lá”, temos uma enorme dificuldade de nos lembrar dos conselhos da Phronésis (filosofia prática) dos antigos atenienses.

Somos invadidos por uma raiva silenciosa e, como disse um dos envolvidos, sentimos medo até de que sejam libertados em nós “os mais primitivos instintos” que mantemos cativos pela vida civilizada.
A verdade é quando olhamos para o nosso contra-cheque vis-a-vis a nossas dívidas no cheque especial; quando vemos o cashflow negativo de nossa empresa e quando vemos tantas oportunidades de negócio que não podemos aproveitar por razões puramente éticas, novamente a pergunta “será que vale a pena?” nos vem à mente.

Portanto, nestes tempos de turbulência moral, parece que um novo dever ocorre aos honestos, aos éticos, aos empresários, presidentes, diretores, chefes (e professores) que não se corromperam e se negam a deixar-se corromper. Acredito que seja o momento mais que oportuno de reunir nossos colaboradores e falar a eles, com toda a clareza que ainda valem a pena os princípios da moral e da ética. É preciso que eles saibam de nossa própria boca que ainda há pessoas que não se compram e pessoas que não se vendem. É precisa que nos vejam afirmar e reafirmar que ainda há motivos para ter esperança nas pessoas e neste Brasil, que por certo, mais uma vez, se mostrará machucado e combalido, mas ainda maior que a crise.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ética na Educação

1. INTRODUÇÃO

Na introdução do tema transversal: Ética, há explícito que nos costumes, manifesta-se um aspecto fundamental da existência humana: a criação de valores. Os diversos grupos e sociedades criam formas peculiares de viver e elaboram princípios e regras que regulam seu comportamento. Esses princípios e regras específicos, em seu conjunto, indicam direitos, obrigações e deveres. Não há valores em si, mas sim propriedades atribuídas à realidade pelos seres humanos, a partir das relações que estabelecem entre si e com a realidade, transformando-a e se transformandocontinuamente. Assim, valorizar significa relacionar-se com a natureza, atribuindo-lhe significados que variam de acordo com necessidades, desejos, condições e circunstâncias em que se vive. Pela criação cultural, instala-se a referência não apenas ao que é, mas ao que deve ser. O que se deve fazer se traduz numa série de prescrições que as sociedades criam para orientar a conduta dos indivíduos. Este é o campo da moral e da ética.

Esse trabalho tem como objetivo demonstrar a abordagem da Ética na Educação, bem como a importância e as conseqüências da inserção desse tema na educação.Sendo que ética são os princípios morais e os valores que norteiam os seres humanos nas suas ações com outros membros da coletividade.

Será abordado as formas de ensino sobre ética constante nos Parâmetros Curriculares Nacionais: tendência filosófica, afetivista, moralista e democrática. Outro ponto é a influencia do estudo do tema ético nos alunos. E quais são os objetivos dos educadores.

2. CONCEITO DE ÉTICA

A palavra Ética representa algo que tem inúmeras significações. È um vocábulo que permite ser interpretado de acordo com a culturada região na qual é invocada. Quando as pessoas passaram a viver em comunidades,necessitaram de

A moralidade é tida comoo conjunto de crenças, princípios, regras que norteiam o comportamento humano, a moral é o campo em que dominam os valores relacionados ao bem e ao mal, como aquilo que deve ser buscado ou de que se deve afastar. O conteúdo dessas noções ganha concretude no interior de cada contexto social específico e varia enormemente de sociedade para sociedade, de cultura para cultura, em cada situação concreta, intervêm interesses, estabelecem-se poderes, emergem conflitos. O que é importante assinalar é que a moralidade é componente de todas as culturas e a dimensão moral está presente no comportamento de cada pessoa em relação com as outras, das culturas e dos povos entre si. (PCN, 1999, p.43).

A estrutura da moralidade conduz a umadesignação valorativa. Escolhe-se o que se pode e o que se deve fazer. Escolher implica comparar e valorar.Cada um dos componentes da ação moral ganha sentido na articulação com os demais (não adianta querer realizar um gesto bom, se não se pode realizá-lo; não adianta poder, se não se tem consciência do que é bom; não adianta ter consciência e não empenhar a vontade etc.), e na afirmação de seu caráter relacional. Em todas as sociedades humanas há razões para a obediência e razões para a rebeldia. A responsabilidade implica o conhecimento dessas razões e a consideração daqueles a quem se dirige ou com quem se partilha a resposta.

A ética está acima da moralidade. Sua reflexão é a reflexão a respeito da moralidade. Segundo o PCN (1998, p. 52 ) a ética é a reflexão crítica sobre a moralidade. Ela não tem um caráter normativo, pois, ao fazer uma reflexão ética, pergunta-se sobre a consistência e a coerência dos valores que norteiam as ações, busca-se esclarecer e questionar os princípios que orientam essas ações, para que elas tenham significado autêntico nas relações. Há uma multiplicidade de doutrinas morais que, pelo fato de serem históricas, refletem as circunstâncias em que são criadas ou em que ganham prestígio. Assim, são encontradas doutrinas morais cujos princípios procuram fundamentar-se na natureza, na religião, na ciência, na utilidade prática.

Assim comoa cultura varia, as normas culturais também. Dessa forma sociedade se estrutura de forma diferente. Os valores diferem de sociedade para sociedade. Numa mesma sociedade, valores diferentes fundamentam interesses diversos. No cotidiano estão sempre presentes valores diferenciados, e a diversidade pode levar, sem dúvida, a situações de conflito. Longe de querer dissolver esses conflitos, impondo uma harmonia postiça, é importante que se instale a atitude problematizadora. O que é preciso considerar, sempre, é que não existem normas acabadas, regras definitivamente consagradas. A moral sofre transformações, principalmente quando submetida à reflexão realizada pela ética. Conforme o PCN (1998, p. 53):

A distinção que se faz contemporaneamente entre ética e moral tem a intenção de salientar o caráter crítico da reflexão, que permite um distanciamento da ação, para analisa-la constantemente e reformulá-la, sempre que necessário. Por ser reflexiva, a ética tem, sem dúvida, um caráter teórico. Isso não significa, entretanto, que seja abstrata, ou metafísica, descolada das ações concretas. Não se realiza o gesto da reflexão por mera vontade de fazer um "exercício de crítica". A crítica é provocada, estimulada, por problemas, questões-limites que se enfrentam no cotidiano das práticas. A reflexão ética só tem possibilidade de se realizar exatamente porque se encontra estreitamente articulada a essas ações, nos diversos contextos sociais. É nessa medida que se pode afirmar que a prática cotidiana transita continuamente no terreno da moral, tendo seu caminho iluminado pelo recurso à ética.

As pessoas são produtos da sociedade. Se transformando de acordo com os preceitos e os valores impostos. Muitas são as instituições responsável pela educação moral dos indivíduos, a igreja, a família, a política, o Estado e a família.É preciso deixar claro que ela não deve ser considerada onipotente, única instituição social capaz de educar moralmente as novas gerações. Também não se pode pensar que a escola garanta total sucesso em seu trabalho de formação. Na verdade, seu poder é limitado. Todavia, tal diagnóstico não justifica uma deserção. Mesmo com limitações, a escola participa da formação moral de seus alunos. Valores e regras são transmitidos pelos professores, pelos livros didáticos, pela organização institucional, pela forma de avaliação, pelos comportamentos dos próprios alunos. Assim, em vez de deixá-las ocultas, é melhor que tais questões recebam tratamento explícito, que sejam assuntos de reflexão da escola como um todo, e não apenas de cada professor. Daí a proposta da presença da Ética na organização curricular.

Segundo o PCN (1998, p. 61) trazer a ética para o espaço escolar significa:

enfrentar o desafio de instalar, no processo de ensino e aprendizagem que se realiza em cada uma das áreas de conhecimento, uma constante atitude crítica, de reconhecimento dos limites e possibilidades dos sujeitos e das circunstâncias, de problematização das ações e relações e dos valores e regras que os norteiam. Configura-se, assim, a proposta de realização de uma educação moral que proporcione às crianças e adolescentes condições para o desenvolvimento de sua autonomia, entendida como capacidade de posicionar-se diante da realidade, fazendo escolhas, estabelecendo critérios, participando da gestão de ações coletivas. O desenvolvimento da autonomia é um objetivo de todas as áreas e temas transversais e, para alcançá-lo, é preciso que elas se articulem. A mediação representada pela Ética estimula e favorece essa articulação.

Aoingressar no campo da ética no ensino escolar, as atividades persecutórias esbarram-se em limitações, não sendo totalmente livres para agirem. Deve haver respito coma individualidade e a realidade posta a cada aluno. Como também coma realidade de cada sociedade. Logo ao nascer, o ser humano se relaciona com regras e valores da sociedade em que está inserido. A família é o primeiro espaço de convivência da criança. Ao lado da família, outras instituições sociais veiculam valores e desempenham um papel na formação moral e no desenvolvimento de atitudes. A presença constante dos meios de comunicação de massa nos espaços públicos e privados, conferem a eles um grande poder de influência e de veiculação de valores, de modelos de comportamento. A religião contribui da mesma forma. As várias instituições sociais, motivadas por interesses diversos concorrem quando buscam desenvolver atitudes que expressam valores. Os indivíduos transitam por algumas dessas instituições durante toda a sua vida; em outras, por períodos determinados; e em outras, ainda, nunca transitarão.

Aética depende do tipo de relação social que o indivíduo mantém com os demais e, segundo o autor existem tantos tipos de moral como de relações sociais. A moral é imposta a partir do exterior como um sistema de regras obrigatórias, muitas vezes difícil de ser compreendida. Tamanha é a interferência da diversidade cultural que é explanado no PCN:

O fato é que, inevitavelmente, os indivíduos se constituem como tais convivendo simultaneamente com sistemas de valores que podem ser convergentes, complementares ou conflitantes, dentro do tecido complexo que é o social. As influências que as instituições e os meios sociais exercem são fortes, mas não assumem o caráter de uma predeterminação. A constituição de identidades, a construção da singularidade de cada um, se dá na história pessoal, na relação com determinados meios sociais; configura-se como uma interação entre as pressões sociais e os desejos, necessidades e possibilidades afetivo-cognitivas do sujeito vivida nos contextos socioeconômicos, culturais e políticos(PCN, 1998, p. 62).

Ao trabalhar a ética na educação em sala de aula, o professor se depara com a questão do choque de valores. Os diversos valores, normas, modelos de comportamento que o indivíduo compartilha nos diferentes meios sociais a que está integrado ou exposto colocam-se em jogo nas relações cotidianas. A percepção de que determinadas atitudes são contraditórias entre si ou em relação a valores ou princípios expressos pelo próprio sujeito não é simples e nem óbvia. Para isso:

Requer uma elaboração, implicando reconhecer os limites para a coexistência de determinados valores e identificar os conflitos e a incompatibilidade entre outros.A forma de operar com a diversidade de valores por vezes conflitantes também é dada culturalmente, ainda que do ponto de vista do sujeito dependa também do desenvolvimento psicológico. Os preconceitos, discriminações, o negar-se a dialogar com sistemas de valores diferentes daqueles do seu meio social, o agir de forma violenta com aqueles que possuam valores diferentes, são aprendidos (PCN, 1998, p. 64).

A escola, como uma instituição pela qual espera-se que passem todos os membros da sociedade, coloca-se na posição de ser mais um meio social na vida desses indivíduos. Também ela veicula valores que podem convergir ou conflitar com os que circulam nosoutros meios sociais que os indivíduos freqüentam ou a que são expostos. Deve, portanto, assumir explicitamente o compromisso de educar os seus alunos dentro dos princípios democráticos . Se entendida como apenas mais um meio social que veicula valores na vida das pessoas que por ela passam, a escola encontra seu limite na legitimidade que cada um dos indivíduos e a própria sociedade conferir a ela. Se entendida como espaço de práticas sociais em que os alunos não apenas entram em contato com valores determinados, mas também aprendem a estabelecer hierarquia entre valores, ampliam sua capacidade de julgamento e a consciência de como realizam escolhas, ampliam-se as possibilidades de atuação da escola na formação moral, já que se ocupa de uma formação ética, para formação de uma consciência moral reflexiva cada vez mais autônoma, mais capaz de posicionar-se e atuar em situações de conflito.

A escola de hoje está deixando um pouco de lado a construção moral e a educação ética, atribuí-se prioridades a outros assuntos como o vestibular, a mensalidade escolar, mas esquece que a formação do indivíduo é a mais importante, e que permeará por toda a sua vida. A criança que educa-se eticamente torna-se um adulto capaz de ir ao encontro do outro, reconhece-se com seu igual e não assume as regras morais como regras obrigatórias. Portanto, o educador possui um papel fundamental na formação ética e moral do indivíduo, principalmente na educação infantil, onde inicia-se a vida escolar. Acredito que trabalhamos a ética e a moral na educação infantil vivendo-as, demonstrando-as aos nossos alunos através dos nossos atos, da nossa postura, das atitudes e dos valores aos quais acreditamos. Não ensina-se moral e ética, vivencia-se. Se a escola deixa de cumprir o seu papel de educador em valores, a referenciaética de seus alunos estará limitada à convivência humana que pode ser rica em se tratando de vivências pessoas,mas pode estar também carregada de desvios de postura, atitude comportamento ou conduta, e mais, quando os valores não são bem formal ou sistematicamente ensinados,podem ser encarados pelos educandos como simples conceitos ideais ou abstratos, principalmente para aqueles que não os vivenciam, sejam por simulações de práticas sociaisou vivenciados no cotidiano.

3. COCNCLUSÂO

A educação é uma socialização das novas gerações de uma sociedade e, enquanto tal, conserva os valores dominantes (a moral) naquela sociedade. Toda educação é uma ação dediálogo entre seres humanos Uma educação pode ser eficiente enquanto processo formativo e ao mesmo tempo, eticamente má. Pode ser boa do ponto de vista da moral vigente e má do ponto de vista ético. A educação ética (ou, a ética na educação) acontece quando os valores no conteúdo e no exercício do ato de educar são valores humanos e humanizadores.

A educação para a vida exige dos educadores uma postura de ação com responsabilidade, ou seja, habilidades de oferecer respostas mais adequadas às demandas, à medida que essas se apresentam. O conhecimento atual aponta para atitudes criativas, para a busca de soluções inéditas, para a liderança ética, para o resgate dos valores. O estudo da Ética vai complementar o trabalho formativo que realizamos no dia-a-dia e isso pode ser efetivado através de atividades práticas que possibilitem real vivência dos valores esquecidos por muitos.A Ética, antes de mais nada, deve estar impregnando as ações de cada dia, seja dentro da sala de aula ou fora dela. Nunca se deve perder a oportunidade de formar a mente e o coração dos alunos. Se tiver de ser feito através de uma disciplina específica, que seja bem-feito e que haja contextualização com o momento presente.

A revisão nos cursos de formação de professores é urgente. Precisa-se de educadores completos que tenham atitudes éticas em sua essência para orientar nossas crianças, adolescentes e jovens que buscam algo melhor para sua formação e para suas vidas.

4 BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares nacionais: Terceiro e quarto ciclos; Apresentação dos temas transversais. Brasília: MEC/SEF, 1998.

Ao usar este artigo, mantenha os links e faça referência ao autor:
Ética Na Educação publicado 12/01/2008 por andre boelter em http://www.webartigos.com



Fonte:
http://www.webartigos.com/articles/3557/1/Etica-Na-Educacao/pagina1.html#ixzz0uBLtrOpR